sábado, 1 de dezembro de 2012

BIOGRAFIA DE PAULO FREIRE



Biografia de Paulo Freire



Paulo Reglus Neves Freire nasceu no Recife, em 19 de setembro de 1921, filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire, Dona Tudinha, Paulo teve uma irmã, Stela, e dois irmãos, Armando e Temístocles.

Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, Freire passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Suas idéias pedagógicas se formaram da observação da cultura dos alunos - em particular o uso da linguagem - e do papel elitista da escola.
Em 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em um mês. No ano seguinte, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart.
Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária.
Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo.
Foi nomeado Doutor Honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas.
Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Faleceu em São Paulo, no dia 2 de maio de 1997, de enfarte.



“Eu gostaria de ser lembrado como alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida.”
(Paulo Freire)
Obras:

1970: Pedagogia do oprimido. New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.).
1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971, 93 p.
1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).
1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.
1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p.
1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola.
1979: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 112 p.
1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p.
1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.
1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p.
1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo).
1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes.
1990: Conversando com educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva.
1990: Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra (com Donaldo Macedo). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 272 p.
1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p.
1991: A Importância do Ato de Ler - em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora & Autores Associados, 1991. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo, v 4)- 80 p.
1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.

1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.
2003: A África ensinando a gente (com Sérgio Guimarães). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 248 p.

Referências:




http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire

EQUIPE:

1. Aleuda dos Santos
2. Elaine Emília Almeida dos Santos
3. Daise  Pereira  dos Santos Ribeiro
4. Fernanda Gomes Soares
5. Gabrielle Soares Jesus
6. Nara  Núbia Silva Pestana

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - TEXTO DISSERTATIVO -CRÍTICO- RELEXIVO DE PAULO FREIRE



Resumo

O atual artigo propõe a análise sobre a importância de saberes à prática educativa guiada por Paulo Freire, que tem por objetivo nos transmitir o conhecimento coerente de como a escola precisa ser para acolher seus integrantes, ajudando-os a desenvolver o pensamento crítico, a buscar uma autonomia num olhar diferente, que nos permita enxergar que ensinar e aprender são práticas que devem caminhar lado a lado, e a aprendizagem nunca se esgota, já que somos seres pensantes em busca incessantemente de novos saberes. Para a realização deste trabalho, utilizamos uma pesquisa bibliográfica, fundamentada na reflexão da leitura do livro Pedagogia da Autonomia do autor Paulo Freire. De forma que nos impulsiona a uma reflexão consciente no que diz respeito à escola, o ensino e a aprendizagem. 

Palavra-chave
Escola, ensino e aprendizagem.    


A Escola pensada por Paulo Freire

O espaço escolar precisa ser um lugar onde educado e educadores possam refletir reconstruir seus saberes, para que, a partir daí possam gerar aprendizagens significativas, a escola é um ambiente socializado onde existem as relações entre as pessoas, onde se aprende a conversar, a interagir a participar, é um centro onde se aprende a aprender.
Paulo Freire expressa que a escola deve ser um lugar de fazeres, de ensino, de aprendizagem, um espaço em que o entendimento permita estar consecutivamente se superando, porque a escola é o espaço privilegiado para pensar. Conhecemos o papel que tem a escola para homens e mulheres, sabendo também, que não será ela a única responsável pelas modificações da sociedade, pois vem guiada muitas vezes para a manutenção das estruturas sociais e econômicas dominantes, que impedem a própria transformação. Ele também nos chama a atenção para a importância da escola criar possibilidades para que o educado reconheça a própria presença no mundo, como sujeito que fala, constata, compara, rompe, avalia, decide e transforma. Pensar numa escola, que atenda democraticamente a educação brasileira, respeitando os direitos tanto dos educados, quanto dos educadores, familiares para viver em sociedade.
Desta forma é preciso propor a desconstrução do que ele qualificou de educação bancária, onde o professor deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Para ele enquanto a escola se mantiver conservadora, terá sempre o aluno acomodado ao mundo existente, daí a necessidade de inquietá-los, com o objetivo de torná-los conscientes de sua própria situação de oprimidos e agir em favor da própria libertação, principalmente os mais desfavorecidos da sociedade.
Assim, ele introduz pedagogia da autonomia, explicando suas razões para analisar a prática pedagógica do professor em relação à autonomia de ser, do ser e do saber do educando, respeitando o conhecimento que o aluno traz para a escola, já que ele é um sujeito social e histórico, que também faz e refaz a história, por isso justifica o pensamento de que o professor não é superior, melhor ou mais inteligente, por dominar conhecimentos que o educando ainda não domina, e sim o ver como aluno participante do mesmo processo da construção da aprendizagem. Para o educador é absolutamente necessário que ele seja rigoroso e culto e por si próprio, desenvolva o espírito de pesquisador, sujeito curioso, que busca o saber de forma crítica e não ingênua, com questionamentos e, que assim, orienta seus educandos a seguir esta mesma linha de pensamento no modo de estudar e entender o mundo, relacionando seus conhecimentos aprendidos com a realidade de sua vida, sua cidade, seu meio social.
Deixa claro que o ensino não depende exclusivamente do professor, assim como aprendizagem não é algo apenas do aluno, quando diz que “não há docência sem discência” (p.23), e muito menos “ensino sem pesquisa, nem pesquisa sem ensino” (p.23). Pensar adequado para Freire, é tornar-se belo na maneira de estar no mundo, é ter a capacidade de intervir neste, de conhecer o mundo como seres históricos. O educador precisa estar disposto a dedicar parte de sua aula para propor ao aluno a liberdade de se expressar, e debater, como também precisa saber ouvir e dialogar com ele e compreender o seu querer (o do aluno), para tanto, precisa gostar do trabalho e do educando e a esta fórmula misteriosa é dado o nome de vocação, ou seja, o amor pela profissão, e ela não terá eficácia se não tiver a conscientização, testemunho de vida, intervenções nas mudanças reais na sociedade, seja ela no campo da economia, nas relações humanas, na propriedade do direito ao trabalho, à terra, à educação, à saúde(...) (p.123), ocorridas não só em nosso país como também em outros da América Latina.
É grande a responsabilidade do professor ao ensinar, que deve ser dotado de ética, aderir uma postura de reflexão crítica entre a relação teórica/ prática, garantindo assim o sentido da importância de cada uma. Ensinar se torna um processo de troca entre aluno e professor, onde ambos crescem como seres humanos, trocando suas experiências, onde é importante se fazer a diferença num sistema sócio-econômico-político, que certamente, as vezes são tão opressoras e cruéis com aqueles que não dispõem de meios financeiros para obter cultura e informação.
Por fim, nos traz a certeza de que ensinar vale a pena, e entender que a escola não é só prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos, estudar, trabalhar e nem é como uma ilha cercada de gente por todos os lados, se esses não se completam e não compartilham seus saberes, se não compreendem a importância existente em cada um. Escola é também criar laços de amizades, é criar um ambiente propício à convivência onde todos se sintam como gente e se apaixonem por ela. Assim para o diretor, o coordenador, o professor e o aluno, será mais fácil trabalhar, estudar, educar-se, crescer, fazer amigos enfim ser feliz.  

O Ensino pensado por Paulo Freire
O ensinar e o aprender caminham juntos. Mais do que ensinar conteúdos, ser ensinante está atrelado a abrir caminhos. Não se transmite conhecimento, mas, sim, sinais deste, para que o outro possa fazer uso dele e transformá-lo de forma subjetiva.
O desejo e as vontades atuam como diferenciais no processo, autorizando e fazendo uso de diferentes ferramentas oferecidas para que se tornem instrumentos na construção do conhecimento e se alcance o objetivo final.
O orientador sensível instiga, preserva a autonomia e a liberdade responsável e propicia, assim, o diferencial no processo, isto é, a alegria da descoberta e a autoria do próprio conhecimento, trazendo as garantias para o verdadeiro aprender.
Segundo Paulo Freire “ensinar não é transferir conhecimento” (p.47). O autor defende a ideia que o professor não deve transferir o seu conhecimento como um dono das verdades absolutas e inquestionáveis, mas ajudar esse educando a desenvolver esse seu pensamento; em seguida diz que o conhecimento é inacabado, pois os educadores são eternos aprendizes e aquele sujeito que está sempre em busca de novos conhecimentos, por isso seu conhecimento está sempre inacabado; diz ainda que o professor deve ter consciência que o ser humano é um ser condicionado, preso a uma história, uma cultura e a um tempo, por isso pode se dizer que o pensamento, vai sendo desenvolvido ao longo do tempo, e ter consciência que os educandos também estão presos a suas realidades, é necessário que eles reflitam sobre sua própria existência; Paulo Freire diz que deve se respeitar o tempo do educando, pois cada um tem o seu tempo de aprendizagem, e cada um tem o seu momento e hora certa para se encaminharem na vida; o autor diz que o professor deve ter um bom senso para desenvolver sua atividade em sala de aula de acordo com o tempo de seus alunos; é importante que todos os professores tenham a consciência de sua classe, e devem sempre estar sensíveis as reivindicações de  seus colegas por melhores condições de trabalho; é importante que o professor tenha consciência da realidade em que está trabalhando para que o mesmo possa desenvolver uma boa atividade de acordo com o contexto atual..
Paulo Freire ainda afirma que, “ensinar é uma especificidade humana” (p.89), ou seja, o  professor deve aprender com o dia-a-dia juntamente com os estudantes, e deve está sempre aberto para as apreciações dos alunos sobre sua atividade em sala de aula, lembrando sempre ao professor que a educação é uma forma de intervenção no mundo.
Freire ainda afirma que “ensinar exige uma tomada de consciência de suas decisões” (p.106), que o professor é o primeiro responsável por estas. É de suma importância que o professor em sala de aula deva saber escutar para poder aprofundar a arte da docência. E chama atenção do professor para que ele não seja ingênuo, e tomar consciência que a educação é uma ideologia, nesse ponto apresenta sua influência marxista no texto. Lembra que ensinar exige disponibilidade para todas as questões dos estudantes e estão sempre à disposição em responder as suas inquietações, e com isso aberto ao dialogo com os discentes.
O Aprendizado na visão de Paulo Freire

O professor Precisa ser pesquisador que busque na pesquisa reflexões e questionamentos que permeiam a ação pedagógica. Faz-se necessário portanto,  criar situações de aprendizagem que promovam a aprendizagem com autonomia, recriação, motivando os educandos a elaborações próprias, assumindo o papel de protagonistas, sujeitos do processo educativo.
Para Freire a aprendizagem se dá quando escola, família, educando e educador, buscam uma relação de harmonia, cumplicidade, integração e participação. Onde todos os envolvidos no processo de educar conseguem colocar em prática os pilares da educação de aprender a ser, fazer, conhecer e conviver. Assim, todos ganham e a aprendizagem acontece de forma significativa e prazerosa para todos os envolvidos nesse processo.
O professor tem um papel de fundamental importância na aprendizagem evida do educando e na escola. “Não posso ser professor sem me pôr diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de pensar politicamente. Não posso escapar da apreciação dos alunos. E a maneira como elesme percebem tem importância capital para o meu desenpenho.” (p. 94), ele precisa perceber que é, sem dúvida, pessoa marcante na vida daqueles com quem lida no seu dia-a-dia. Deverá saber que ele é um fazedor de amanhãs e acreditar que é um eterno aprendiz, lutando sempre, pesquisando para aprender mais e, por este caminho, ensinar melhor.
Uma aprendizagem com legitimidade permite ao individuo garantir a existência de sua própria identidade, e para que o educando alcance essa identidade o educador precisa assumir uma autoridade coerentemente democrática, assim conquistará o respeito, não só na sala de aula mas na vida cotidiana de cada aluno, pois esse carregará esta aprendizagem ao longo de sua vida.
O comprometimento com o aluno instiga o professor a se auto-avaliar quanto á sua competência, pois é preciso está seguro de si, para não passar uma visão negativa, porém não deve negar como ser, que vive em condição humana e por isso precisa capacitar-se sempre, e passar segurança em qualquer espaço seja pedagógico ou não.
O professor que nega o aprendizado com liberdade e autoridade, nega também ao aluno a oportunidade de se tornar um cidadão de bem, o que é muito complexo essa realidade pois é preciso muita cautela ao usar essa prática, porque a liberdade e autoridade que falamos é a de que o aluno aprenda a ter  a liberdade de falar de seus conhecimentos, suas dúvidas, suas idéias entre outras experiências com autoridade da certeza trazida em si.
A importância de assumir uma tarefa política – pedagógica, reflete no professor uma posição democrática na luta pelo respeito às diferenças demostrar a realidade vivida na escola, assim como no mundo para tanto é preciso também saber escutar, pasar a vez para o outro, pois não somos os únicos donos do saber.
A globalização  nos instiga a uma aprendizagem de muito em tempo real, de espaço, diversificados, e ela nos impulsiona a sermos éticos, seres que fazem e refazem a História da humanidade, seres condicionados capazes de ultrapassar o próprio condicionamento. Portanto nos possibilita a aprendizagem da transformação do mundo, com a tecnologia e o progresso científico porém o devemos levar em conta que esses avanços devem priorizar o ser humano e não tão somente o mercado de lucro.
Com a prática de diálogo diminuo a distância entre eu e meus alunos, pois se luto pela mudança, seja radical ou não, preciso manter uma comunicação aberta e respeitosa, preciso gostar do que faço e provar que o que faço é por gostar daqueles por quem o faço. Enfim, o aprendizado só se torna rico e harmoniozo se os gostos se encontrarem.

EQUIPE:

1. Aleuda dos Santos
2. Elaine Emília Almeida dos Santos
3. Daise  Pereira  dos Santos Ribeiro
4. Fernanda Gomes Soares
5. Gabrielle Soares Jesus
6. Nara  Núbia Silva Pestana